
Maíra Matos Costa
Ψ Psicóloga Clínica
CRP: 01/14084

Quem Sou

Olá, muito prazer! Eu me chamo Maíra e vou falar um pouco sobre meu trabalho.
Seja muito bem-vindo(a)!
Sou psicóloga com uma trajetória sólida na clínica e na academia. Ao longo dos anos, venho construindo uma prática comprometida com o cuidado, a escuta sensível e o embasamento científico. É um prazer te receber aqui e apresentar um pouco do meu trabalho.
Minha atuação é fundamentada na Análise do Comportamento, sempre adaptando o conhecimento científico às necessidades singulares de cada pessoa. Acredito em uma clínica que respeita a história de vida, o contexto e a individualidade, promovendo autonomia, autoconhecimento e desenvolvimento emocional.
Também trago uma importante experiência na área da educação, especialmente em propostas de educação inovadora, inclusiva e centrada no desenvolvimento de habilidades. Ao longo da minha trajetória, atuei na construção de espaços de aprendizagem mais humanos, colaborativos e sensíveis às diferenças, integrando saúde emocional e processos educativos.
Atualmente, como doutoranda, desenvolvo pesquisa voltada ao diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, com foco na compreensão das trajetórias de vida, nos impactos emocionais e nas possibilidades de apoio após o reconhecimento do diagnóstico. Essa vivência acadêmica amplia meu olhar clínico para a diversidade neurológica, fortalecendo uma prática ética, informada e respeitosa com diferentes formas de ser e estar no mundo.
Formação Acadêmica
-
Graduação em Psicologia - Centro Universitário UniCeub (2008);
-
Especialização em Psicoterapia Analítico-Comportamental - Instituto São Paulo de Análise do Comportamento (2009);
-
Mestrado em Ciências do Comportamento - Universidade de Brasília (2010);
-
Doutorado em Ciências do Comportamento - Universidade de Brasília (em curso)
Atividades complementares
-
Curso de Extensão: “Fazer a Ponte” com professores da Escola da Ponte, Portugal. Aquifolium Educacional.
-
Curso de Extensão: Autoestima em uma Perspectiva Analítico-Comportamental – o que é e como tratá-la. Instituto São Paulo de Análise do Comportamento, INSPAC.
-
Curso de Extensão: Elaboração de Laudos e Pareceres Psicológicos. Conselho Regional de Psicologia – CRP-01.
-
Workshop: Análise do Comportamento Autista e um Modelo de Intervenção com Base Científica: Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino.
Áreas de atuação
-
Atendimento individual para adultos
-
Psicoterapia de casal
-
Atendimento para adolescentes
-
Terapia familiar
-
Terapia sexual
-
Supervisão para psicólogos iniciantes
-
Orientação psicopedagógica para pais
-
Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos
-
Psicoterapia para adultos com TEA
Psicoterapia Online
A psicoterapia online oferece acolhimento, escuta qualificada e cuidado emocional com a mesma seriedade e eficácia do atendimento presencial. Realizada por videochamada, ela permite que você faça sua terapia de onde estiver, com mais conforto, flexibilidade de horários e economia de tempo com deslocamentos.
Os atendimentos são realizados por meio do Google Meet, uma plataforma segura e de fácil acesso, que protege sua privacidade e garante sigilo das sessões. Você só precisa de um local reservado, conexão com a internet e um dispositivo com câmera e áudio.
A terapia online amplia o acesso ao cuidado em saúde mental, mantendo a qualidade do vínculo terapêutico e o compromisso ético com seu bem-estar.
Escuta, acolhimento e transformação. Esse é o compromisso que guia meu trabalho.


Sobre a Análise do Comportamento
A Análise do Comportamento é uma abordagem científica que explica o que fazemos a partir da relação entre nossas ações e o ambiente. Ela estuda o que acontece antes e depois do comportamento para entender como as pessoas aprendem, mudam e desenvolvem habilidades. Sua eficácia vem do uso de observação direta, metas claras e avaliação contínua, unindo ciência e prática para promover mudanças reais na vida das pessoas.
Na clínica, trata-se de uma abordagem ativa, colaborativa e orientada para a resolução de problemas. O processo terapêutico ocorre por meio da análise cuidadosa da história de vida da pessoa e das relações que ela estabelece com o ambiente. Ao mesmo tempo em que acolhe temas profundos e subjetivos, o trabalho é conduzido de forma clara e compreensível, permitindo que o cliente participe de maneira consciente e construtiva das mudanças que deseja realizar.
O tratamento não se limita a conversar sobre dificuldades. A terapia é um espaço para construir, junto com o cliente, novas formas de agir no dia a dia, lidar com as emoções, se posicionar nas relações e enfrentar situações desafiadoras. Ao longo do processo, a pessoa desenvolve maior autoconhecimento e fortalece habilidades práticas que contribuem para uma vida com mais equilíbrio, autonomia e qualidade de vida.
Durante as sessões, o objetivo é analisar padrões de comportamento, questionar crenças que geram sofrimento, fortalecer recursos pessoais e ensinar estratégias baseadas em evidências científicas para lidar com os mais diversos temas humanos, como ansiedade, relacionamentos, autoestima, tomada de decisão e regulação emocional.


Por que buscar uma psicoterapia?

Viver, muitas vezes, é difícil.
A vida em sociedade exige habilidades emocionais, sociais e psicológicas que nem sempre aprendemos ao longo do caminho. Desde o nascimento, somos inseridos em um mundo cheio de regras, expectativas e desafios que nem sempre compreendemos completamente e aos quais nem sempre conseguimos nos adaptar com facilidade.
Ao longo da nossa trajetória, sentimentos como angústia, ansiedade, tristeza, culpa, solidão, medo e sobrecarga tornam-se frequentes. A rotina acelerada, as responsabilidades e as pressões constantes fazem com que a gente siga em frente no “modo automático”, quase nunca parando para entender de fato o que está sentindo.
O quanto eu conheço de mim?
Quando olhamos com mais atenção para nós mesmos, muitas vezes nos deparamos com comportamentos que nos trazem sofrimento ou consequências negativas, mas que parecem se repetir mesmo quando queremos agir diferente. Isso pode gerar frustração, insegurança e a sensação de estar preso aos mesmos padrões.
Em contextos assim, é comum desenvolvermos percepções distorcidas sobre nossas capacidades, nosso valor e nossas possibilidades. E, não raro, acabamos desistindo de coisas que são importantes para nós, por acreditarmos que “não damos conta” ou que “não somos capazes”.
Todos merecem uma pausa
Buscar terapia é um ato de coragem e de cuidado consigo. É a decisão de reservar um tempo para se escutar com mais atenção, compreender a própria história, reconhecer emoções e aprender novas formas de lidar com as dificuldades.
Ao longo do processo terapêutico, a pessoa desenvolve autoconhecimento, melhora suas relações, fortalece recursos emocionais e constrói ferramentas práticas para enfrentar os desafios da vida com mais equilíbrio e segurança.
Viver pode ser difícil para todo mundo, mas não precisa ser solitário nem tão pesado. Existem caminhos para tornar essa jornada mais leve, consciente e significativa.
Vamos aprender juntos?
A caixa do controláveis
Às vezes, a vida vai se enchendo de responsabilidades, cobranças e preocupações, e você quase não percebe quando começa a perder a nitidez do que sente e de quem está se tornando no meio de tudo isso. É como viver dentro de uma casa desorganizada: coisas importantes jogadas pelos cantos, urgências misturadas com culpas antigas, medos do futuro encostados nas lembranças do passado. Tudo junto pesa. Cansa.
Então, antes de tentar resolver qualquer coisa, a gente faz uma pausa. Volta a atenção para o corpo e se pergunta: o que está acontecendo aqui dentro? O que eu estou sentindo? Onde meu corpo reage? No peito que aperta? No nó da garganta? No cansaço que nunca vai embora? Dar nome ao que se sente já é um começo. Mas as emoções não aparecem do nada, elas são respostas vivas do seu organismo ao que você tem vivido, aos ambientes que frequenta, às relações que atravessam seus dias. Quando você entende isso, começa a se olhar com mais respeito e menos julgamento. Aos poucos, aquela casa interna pode começar a ser organizada com a ajuda de duas caixas imaginárias:
Na primeira, você coloca os problemas incontroláveis. Tudo aquilo que dói, mas não está nas suas mãos mudar diretamente: o passado, escolhas que já foram feitas, o jeito de ser de outra pessoa, atitudes que não dependem de você. Insistir em resolver essa caixa costuma trazer culpa, frustração e uma sensação constante de impotência. Na segunda, você coloca os problemas controláveis. Aqui entram os seus comportamentos, as pequenas decisões possíveis, a forma como você se posiciona, como se comunica, os limites que começa a construir, os pedidos de ajuda que escolhe fazer, os momentos de descanso que passa a proteger, os sonhos antigos que ainda podem ganhar novos caminhos. Nem sempre é simples mexer nessa caixa, mas é nela que mora a possibilidade real de mudança.

Não se trata de fingir que a dor da primeira caixa não existe. Ela existe, e merece ser acolhida. Mas, aos poucos, você aprende a não gastar toda a sua energia tentando abrir portas que não dependem de você. Em vez disso, começa a fortalecer sua capacidade de agir sobre o que está ao seu alcance, ampliando sua autonomia e reconstruindo a sensação de direção na própria vida.
Se hoje tudo parece confuso demais, talvez seja o momento de, com cuidado e apoio, começar a organizar essas caixas. Você não precisa fazer isso sozinho(a). Esse pode ser o início de um caminho em que você se entende melhor, reconhece seus limites, resgata suas forças e, passo a passo, recupera o controle da sua própria vida.

Autismo em Adultos

Ao longo da minha trajetória como psicóloga clínica, sempre atendi diferentes públicos e demandas. Nos últimos anos, porém, uma pergunta tem aparecido com cada vez mais frequência no consultório: será que sou autista?
Essa dúvida não surge por acaso. Vivemos um momento de maior acesso à informação sobre saúde mental e de ampliação dos critérios diagnósticos nos manuais internacionais, como o DSM-5-TR e a Organização Mundial da Saúde (CID-11). Isso tem permitido que muitas pessoas, especialmente adultos, reconheçam características que passaram a vida inteira sem nome, muitas vezes interpretadas apenas como timidez, ansiedade, “excesso de sensibilidade” ou dificuldade social.
Não se trata de “modismo”, mas de visibilidade. Durante décadas, inúmeras pessoas precisaram se adaptar silenciosamente a um mundo pensado para padrões de funcionamento diferentes dos seus, frequentemente às custas de muito esforço, exaustão emocional e sensação de inadequação.
O autismo é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento. Isso significa que falamos de uma forma diferente de se desenvolver ao longo da vida, envolvendo maneiras próprias de perceber, sentir, pensar e se relacionar com o mundo. Desenvolvimento não é algo fixo ou rígido, mas uma trajetória de mudanças influenciada pela biologia, pelas experiências e pelos contextos de vida.
Embora cada pessoa autista seja única, algumas características costumam aparecer com mais frequência, como padrões repetitivos ou interesses muito intensos, diferenças na comunicação e na interação social e particularidades no processamento sensorial, como maior ou menor sensibilidade a sons, luzes, cheiros, texturas ou toques. Essas características não são “defeitos”, mas diferenças que podem gerar sofrimento quando a pessoa precisa, o tempo todo, se moldar a ambientes que não consideram suas necessidades.
Por isso, falar de saúde mental no autismo envolve olhar para a história de vida de cada pessoa, para os contextos em que ela viveu e vive, para as estratégias que desenvolveu para se adaptar e para o impacto que esse esforço teve ao longo do tempo. O trabalho terapêutico passa por fortalecer o autoconhecimento, desenvolver formas mais saudáveis de autorregulação emocional, ampliar repertórios de comunicação e, sempre que possível, ajustar ambientes e relações para que a pessoa não precise se violentar para pertencer.
Atualmente, desenvolvo uma pesquisa de doutorado na Universidade de Brasília voltada ao público adulto no espectro do autismo, investigando experiências sociais e trajetórias de aprendizagem na vida universitária
Na clínica, realizo avaliação psicológica de adultos com suspeita de autismo, utilizando um instrumento reconhecido internacionalmente, a escala SRS-2, além de oferecer psicoterapia adaptada às necessidades específicas desse público.
Isso significa um cuidado que respeita o ritmo, o modo de sentir e a forma de se relacionar de cada pessoa, sem tentar “normalizar” quem ela é, mas ajudando-a a construir uma vida mais possível, mais leve e mais coerente com sua própria maneira de existir.

